Oiê,Voltei!
Senti vontade de trazer uma memória ancestral.
Algumas pessoas mais íntimas sabem que minha relação com o veganismo passa muito pelas memórias afetivas, pela minha relação com a comida e pelo respeito à causa animal. É uma conexão particular, construída a partir das minhas vivências.
Hoje, conversando com um colega de trabalho sobre a “Gincana Doméstica” de um amigo, que estava à procura de leite zero lactose para seu bebê de meses, lembrei de coisas que, na época, eu nem entendia direito a importância.
Uma delas era preparar mamadeira para os bebês da família.
E olha que eu era pequena, mas lembro bem!
Naquele tempo, não tínhamos as fórmulas infantis como as conhecemos hoje, muito menos o leite UHT que encontramos nas prateleiras dos supermercados.
As mulheres da minha família tinham seus próprios conhecimentos e, durante a transição do peito para outras formas de alimentação, preparavam água de arroz.
Sim, água de arroz!
É essa lembrança que quero compartilhar.
Não vou entrar nos detalhes do preparo.
As orientações atuais são diferentes das práticas que muitas famílias adotavam no passado.
Mas a lembrança ficou.
Fico pensando em quantos conhecimentos eram compartilhados na cozinha, passados de uma mulher para outra, de uma geração para a seguinte. Aprendizados que aconteciam no cotidiano, observando, fazendo junto e guardando na memória.
Essas histórias também fazem parte de quem somos e de como aprendemos a cuidar uns dos outros, com os recursos e os conhecimentos disponíveis em cada época.
Talvez seja por isso que uma conversa despretensiosa tenha me levado de volta à infância.
Essa é uma das coisas bonitas da memória: às vezes, ela só precisa de um assunto qualquer para abrir uma porta que estava quietinha por muito tempo.
E você, tem alguma lembrança de cozinha que atravessou gerações na sua família? Uma receita, um costume ou um ensinamento que ficou guardado?
Conta pra mim. Vamos compartilhar essas histórias!




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